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sedia Seminário sobre Educação Profissional |
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Com mais de 50 participantes, entre dirigentes estaduais do MST, educadores e coordenadores dos Centros de Formação e Escolas de Nível Médio dos Assentamentos da região sul, o Seminário iniciou com a exposição sobre a realidade e os desafios estratégicos para a formação profissional e o desenvolvimento regional, apontando para a necessidade de se investir na Formação de quadros, políticos e técnicos, capazes e dispostos a debruçarem-se sobre a análise e desenvolvimento das áreas rurais, em especial das mais sacrificadas pelo organização territorial e econômica em que se situam.
Na sequência, abordou-se a realidade atual da educação profissional no campo, acentuando o fato de esta estar historicamente articulada ao desenvolvimento do Capital (Revolução Verde, Empresas multinacionais) e não ao desenvolvimento nacional e regional, sendo que isto impõe ao MST e aos Movimentos Sociais do Campo a necessidade de lutar pelo acesso e conquista de escolas e cursos técnicos e profissionalizantes, a fim de romper definitivamente com a visão de que para produzir no campo basta saber usar a enxada e o arado.
Para enriquecer o debate, foi apresentada a sistematização feita sobre os cursos que o Instituto de Educação Josué de Castro - IEJC desenvolveu ao longo de seus dez anos - Técnico em Administração de Cooperativas (TAC), Técnico em Saúde Comunitária (TSC) e Curso Normal (MAG) - abordando principalmente a dimensão da formação profissional realizada pelos mesmos, apontando os limites e potencialidades destes, o que os coloca como referência para discutir a formação profissional do Campo e para o Campo. Além disso, apareceu forte na discussão as lacunas deixadas pela Educação básica, o que muitas vezes compromete a formação profissional de nível médio realizada pelo IEJC e por outras escolas do Campo.
Na segunda parte do seminário, foi abordado o histórico da Formação profissional para o campo brasileiro, assim como a realidade atual das políticas públicas para a educação profissional voltada ao trabalho do campo. E apresentadas as demandas atuais da formação básica e profissional nas áreas de Reforma Agrária (Acampamentos e Assentamentos) e no conjunto do campo brasileiro.
Por último, a discussão por estados (RS. SC e PR) apontou os próximos passos a serem dados para o avanço e ampliação da discussão, lutas e conquistas que são necessárias para garantir que a Formação Profissional para o Campo seja comprometida com os sujeitos e com o território camponês brasileiro.